História
   

História de Senador Cortes

O município de Senador Cortes teve origem no início do século 18, quando a região onde está situado servia de passagem para os tropeiros, que trasportavam café de Santo Antônio do Chiador (hoje Chiador) para os portos do Rio de Janeiro. No local havia uma pequena estalagem, onde essas pessoas passavam a noite. Devido à grande beleza natural e às matas que recobriam os morros, passaram a chamar o local de Monte Verde.
Com o passar do tempo algumas famílias fixaram residência na região, entre elas a dos irmãos Senra, de Cristóvão José de Souza, Major Salgado, Nicolau Guerra e Major Manoel Augusto. Em 1840, o Padre Lima dou um terreno para a construção de uma capela consagrada a São Sebastião, hoje padroeiro da cidade. A localidade passou a se chamar São Sebastião do Monte Verde.
A localidade cresceu, e, em 24 de outubro de1881, através de Lei nº 2.843, passou a distrito de Mar de Espanha, com o nome de São Sebastião do Monte Verde. Em setembro do ano seguinte a lei é revogada e a localidade só volta a ser distrito em 11 de outubro de 1884, pela Lei nº. 3.221, um ano depois é elevado a freguesia, através da Lei nº. 3.352. Em 1911 o lugar já aparece em documentos oficiais com o nome de Monte Verde. Em 31 de dezembro de 1943, através do Decreto-lei nº. 1.058, a localidade passa a se chamar Senador Cortes. Uma homenagem a Agostinho Cesário de Figueiredo Cortes, Médico e Senador Estadual nascido em Mar de Espanha.
Senador Cortes foi emancipado do município de Mar de Espanha no dia 30 de dezembro de 1963, com a publicação da Lei nº. 2764. A cidade faz limite com os seguintes municípios: Mar de Espanha, Guarará, Maripá de Minas, Argirita e Santo Antônio do Aventureiro.

Quem foi o Senador Cortes

Agostinho Cesário de Figueiredo Cortes nasceu em 1863 na Fazenda da Cachoeira em Mar de Espanha, Minas Gerais. É filho do Comendador Francisco Cesário de Figueiredo. Agostinho Cortes formou-se em Medicina no ano de 1887 no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Republicano Constitucionalista (PRC) foi eleito Senador Estadual em Minas Gerais em 1899.
Como médico e político foi o responsável pela fundação da Santa Casa de Misericórdia em Mar de Espanha. O Senador Agostinho Cortes faleceu em 1905, na Fazenda da Babilônia, também em Mar de Espanha.

Senador Estadual

Durante a Primeira República, a Constituição promulgada em 24 de fevereiro de 1891 determinava que estados se organizassem conforme as diretrizes administrativas da República. Cada estado decretaria sua constituição com autonomia para formar suas Casas Legislativas. A organização poderia ser unicameral (como hoje, apenas a Assembléia Legislativa) ou bicameral (Câmara e Senado, conforme acontece hoje na União). Dos 20 estados existentes na época, oito, optaram pelo regime bicameral: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e São Paulo, o que permitia a eleição de Senadores Estaduais, conforme aconteceu ao Senador Agostinho Cortes. Este modelo de gestão foi muito breve em todos os estados à exceção de São Paulo que o manteve até 1930.






.:: Hino do Município de Senador Cortes